Mestrado

Nova turma no 2º semestre de 2017

Bem-vindos todas e todos. Aqui estaremos disponibilando texto para nossos encontros de segundas-feiras (17h30m).

Nossos livros no Semestre:

 

Série IDP - Linha Doutrina - Direito ambiental: Introdução, Fundamentos e Teoria Geral

 

Direito ambiental: Introdução, Fundamentos e Teoria Geral

 

1ª Edição (2014)

INGO WOLFGANG SARLET
TIAGO FENSTERSEIFER

 

Princípios do Direito Ambiental

 

Princípios do Direito Ambiental

1ª Edição (2014)

INGO WOLFGANG SARLET
TIAGO FENSTERSEIFER

 

 

 

 

 

DIREITO CONSTITUCIONAL AMBIENTAL 3 ED

Direito Constitucional Ambiental - 3ª Ed.

Constituição, Direitos Fundamentais e Proteção do Ambiente
INGO WOLFGANG SARLET
TIAGO FENSTERSEIFER

Editora: Revista dos Tribunais, 2014

 

 

 

 

 

Sobre o curso

 

A gênese do Estado Socioambiental e Democrático de Direito que formata o Estado brasileiro, pode ser localizada – numa perspectiva jurídica – na Lei n.o 6.938 de 31 de agosto de 1971, que construiu a Política Nacional do Meio Ambiente, este estatuto, ademais, é considerado como o marco jurídico da normatização de interesses difusos e coletivos no Brasil e, ainda, indutor da inclusão de novos instrumentos processuais, em especial a legitimidade do MP para proposição de ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente (art. 14, §1.o da redação original), indução esta afinal consolidada pela Lei n.o 7.347/85, que cria a ação civil pública, importante instrumento processual de proteção ambiental. No âmbito internacional, revelaram-se de grande importância as conclusões do denominado Relatório Brundtland, desenhando e defendendo o conceito de desenvolvimento sustentável desde a constatação da grave devastação ambiental, com elevado comprometimento para os recursos naturais do planeta, questão que, vinte anos decorridos, apresenta-se como de extremada atualidade. A partir dos anos 80, especialmente com o fim do regime militar em 1984, os movimentos sociais e ambientalistas lograram – com a promulgação da Constituição de 1988 – alcançar o reconhecimento do direito fundamental ambiental que inaugura um novo modelo de Estado: o Estado Socioambiental e Democrático de Direito. A partir da década seguinte, notadamente com a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (ECO/92), os conceitos socioambientais passam a iluminar o cenário legislativo na produção de normas ambientais. A edição da Lei n.o 8.028 de 12 de abril de 1990, entre outras providências, acolhe e, também, modifica a Lei n.o 6.938 de 31 de agosto de 1971, estabelecendo o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. Finalmente, a Lei n.o 9.985 de 18 de julho de 2000, regulamenta o Artigo 225, 1.º, incisos I, II, III, e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. A produção normativa subseqüente foi ampla e, por vezes, confusa, o que resultou em um acentuado déficit normativo por preencher. Todavia, independente dos marcos legais, especialmente daquele estabelecido pela Carta de 1988, quando pensamos no modelo do Estado Socioambiental e Democrático de Direito, centramo-nos no seu princípio nuclear: o direito fundamental à vida, das presentes e futuras gerações, e a manutenção das bases que a sustentam, imperativo que só se concretiza num ambiente equilibrado e saudável, realizando o núcleo duro da relação de alteridade que está implicada no conceito de dignidade humana: não estamos sós, somos com o outro numa relação permanente de reconhecimento, respeito, reciprocidade e responsabilidade que se desenvolve num espaço e tempo de encontro: o ambiente.

Objetivos:

        Esta disciplina pretende investigar:

1.   O que está mais além do direito subjetivo, Ambiente como sujeito ou como objeto de direito.

2.   Comprovar a inderro­ga­bilidade dos estudos sobre o Ambiente, pois mais que nunca temos a exata noção que qualidade de vida é o resultado de     um ato de valoração indispensável para emprestar-se dignidade ao ser humano.

3.   O resultado desta valoração está bem desenhado na Constituição, especialmente, quando reafirma a indispensabilidade da prática de um desenvolvimento sustentado da República brasileira.

4.   Assim, é a própria Carta de 1988 que vai expressar a ideia de Ambiente como um mandato constitucional e como função pública.

5.   Do mesmo modo revela duas dimensões ambientais, a dimensão tem­poral: direito a desfrutá-lo e, dimensão intertemporal: o dever de conservá-lo.

6.   Para tanto, implica a noção de Desenvolvimento Sustentável como cláu­sula de interpre­tação finalista e título de intervenção no Estado Socio­ambiental de Direito e, vincula formalmente o presente hábil para as futuras gerações.

Programa:

  1. Política Ambiental e Direito Ambiental: pontos de intrusão. Direito fundamental ao acesso à informação em matéria ambiental.
  1. Direito Ambiental como ciência e como prática: a questão ambiental e o novo modelo de Estado: marco legal e competência. Dever de proteção ambiental singular e plural: horizontalidade dos domínios públicos e privados.
  1. Estado Socioambiental e Democrático de Direito: um modelo que rompe com o paradigma da livre determinação dos Estados: a contaminação ambiental não obedece fronteiras geopolíticas.
  1. A formação do Estado Socioambiental: origens, conceito, estrutura e funções, no direito brasileiro e comparado.
  1. Fundamentos e Princípios do Estado Socioambiental e Democrático de Direito e os Princípios Gerais de Direito Ambiental.

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